COLAPSO: Um Novo Modelo de Processamento

O mundo da tecnologia testemunha hoje um marco histórico: a oficialização da patente do processador fractal, concebido por Dominiqui Alves, fundador do Brilliant Institute.

Ao contrário da progressão incremental que define a indústria — mais núcleos, menor litografia, maior frequência — esta invenção rompe o círculo vicioso da miniaturização. Alves criou um processador que desafia os fundamentos clássicos de design eletrônico, introduzindo uma lógica fractal e chamada então de ‘Colapso’ até então inédita no setor.


O princípio fractal: um núcleo que contém muitos

O design parte de uma ideia visionária: cada “nó” do processador atua como um núcleo fractal, com seis direções de expansão, de onde irradiam três subfractais. O resultado? Uma estrutura de 18 núcleos interconectados por padrão natural, onde cada parte replica a inteligência do todo.

Essa abordagem não é apenas estética. O fractal é matematicamente eficiente porque:

  • Minimiza redundâncias elétricas, distribuindo carga de forma proporcional em todos os eixos.
  • Acelera a propagação de sinais, já que múltiplos caminhos independentes reduzem latência.
  • Favorece a escalabilidade, permitindo adicionar níveis sem comprometer a estabilidade.

Enquanto chips convencionais sofrem gargalos quando escalam, o modelo fractal é construído em uma forma que apesar de lembrar o desenvolvimento organico — mais próximo de um organismo vivo do que de uma máquina. – tornando probabilidades não apenas um calculo, mas uma predição.


Diferenciais do Processadores Tradicionais

Um dos diferenciais desta patente é que enquanto processadores convencionais operam em ciclos rígidos de clock, aqui a lógica é diferente:

  • O curto elétrico permite que múltiplos estados coexistam por frações de nanossegundos.
  • A memória não é apenas passiva; ela existe e expande dentro das próprias operaçãos do processador, gravando transições energéticas em vez de apenas estados binários fixos.
  • O clock deixa de ser um metrônomo universal e passa a ser distribuído fractalmente, resultando em maior paralelismo.

Isso significa que a unidade não é apenas mais rápida. Ela é capaz de gerar mais sinais e processar mais interações por ciclo, sem o desperdício energético que aflige os chips tradicionais. Porém Dominiqui entende que em velocidade de GHz para dados comuns do nosso dia a dia, devido ao desenho e proposta, o Colapso é menos eficiente que um processador comum. Alves afirma que a vitória de Colapso é no paralelismo de probabilidades, sendo a ferramenta mais adequada para IA’s. e tornando possível uma coexistência com AI’s mais exigentes, num mundo que precisa pensar de onde irá tirar tanta energia.

Outros diferenciais ainda presentes em Colapso são:

  1. Performance adaptativa – ajusta consumo e potência em tempo real, otimizando eficiência.
  2. Escalabilidade orgânica – cresce sem exigir materiais exóticos ou litografias inviáveis.
  3. Resiliência extrema – mantém estabilidade em cenários críticos de calor, ruído elétrico ou carga excessiva.

Sustentabilidade

Curiosamente, a primeira proposta de Alves incluía a operação submersa em água salgada, como meio de aumentar a velocidade dos choques elétricos. Ainda que a versão patenteada não dependa estritamente da água, o desenvolvimento revelou algo crucial:

  • Ambientes líquidos podem servir como aceleradores de sinal, transformando todo o volume da invenção, em um condutor.
  • A ionização abre espaço para novos tipos de interconexão, não previstos nos semicondutores convencionais.

Este insight demonstra a genialidade por trás do invento: não se trata apenas de engenharia, mas de ecossistemas híbridos entre eletrônica e natureza.

Atualmente o processador, se trata de uma volumetria quase simetrica de 80ml de volume, imersa em líquido condutor. Apesar de não se tratar de simples agua salgada, demonstra a ousadia de tentar olhar para o processamento de uma maneira nova que precisamos olhar. Ou estaremos condenados a repensar em como viver neste mundo.

Em junho de 2025, o jornal o Globo lançou a matéria que afirma que em 2026, o mundo estaria torrando 2 Brasis, em operar inteligencias artificiais. Certamente é momento de pensar alternativas para o problema.

A partir daí entre os impactos esperados dessa invenção está a possibilidade de treinar modelas sem tornar o consumo energético mais agressivo. O custo energético de decisões e simulações pode ser reduzido em mais de 99% com esse modelo de processador, devido à mudança de paradigma e hardware desenhado para consumo reduzido.


Uma visão além do mapa

Nas palavras de Dominiqui Alves:

“Há muitos anos que vejo o processamento não mudar o paradigma. Temos a mesma base de processadores desde o Windows 98, então me pareceu por um momento que talvez não tivessemos entendido de fato o que é o processamento, ou não havíamos pensado filosóficamente sobre ele o suficiente. Minha visão inicial era custear o custo de energia destinado a IA’s que vem crescendo e me preocupava o dia que teríamos de decidir se iríamos investir mais energia em IA’s ou nas necessidades básicas humanas. Com base em princípios da elétrica, química, matemática, materiais e meus conhecimentos de eletrônica que adquiri no decorrer da vida, foi possível pensar uma solução para algo que me preocupava e ainda me preocupa. Meu objetivo é que não entremos em disputa com as IAs pelo bem que dividimos: A energia.”

O processador conta com diferentes módulos internos, porém não tem como principal foco, a substituição dos processadores planos de nosso cotidiano. Dominiqui afirma que esse processador, se adiciona à composição existente em nossos desktops, sendo optativa. Pra ele o relacionamento dos usuários com esse novo processador, será semelhante a como se utiliza placa de vídeo e reforça que assim como uma placa de vídeo, a necessidade de ter um Colapso conectado a sua máquina, dependerá da finalidade desse computador, assim como existe uma diferença enorme de computador de mesa, de mineração de criptomoedas, gammer e notebooks. Alves afirma que o uso mais comum será voltado para IA’s.

Com esta patente, o Brilliant Institute consolida sua posição como centro de vanguarda em inovação tecnológica. Mas acima de tudo, este marco anuncia o início de uma nova era, em que desempenho, sustentabilidade e inteligência estrutural não são mais escolhas excludentes — mas atributos necessários para alcançar o futuro sustentável da computação.

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